Monday, January 30, 2006

Cada vez mais perto de 'O dia depois de amanhã'

Calorrrrrrrrrrrrrrr. Calor. Semana passada foi um passo em direção ao inferno: era aquela história de sair do banho e sentir a testa começando a acumular gotinhas de suor. Eu ajeitava o ventilador na minha direção, o vento direto no meu rosto, sem mexer um músculo do meu corpo, rezando por um ar condicionado no quarto. Ou então ligava o ar da sala, fechava todas as portas e janelas e mandavam o verão, praias, amigos, calçadão fechado e sorvete de frutas pra casa do cacete. Eu gosto de tudo isso, gosto mesmo, mas debaixo de alguma temperatura quinze graus mais baixa do que a que estava existindo no Rio de Janeiro.

Mas agora tudo mudou e eu quase tenho frio na minha sala de trabalho. Vai entender.

Mas que dá um medinho, isso dá. Quase todos os dias leio no jornal que o verão desse ano bateu recordes de temperaturas altas, e que estes recordes vêm sendo superados ano após ano, desde 1997. Ou seja: no final dos anos 1990 ficamos entregues ao calor escaldante e... ao fim dos tempos.

Sei lá se vai ser fim dos tempos. Mas todas as previsões catastróficas dos cientistas e ambientalistas estão se cumprindo. E se isso acontecer mesmo, o que é que a gente vai fazer?
Se eu pudesse escolher um filme de catástrofe específico para o fim da vida na Terra, escolheria 'O dia depois de amanhã". Porque nesse filme os Estados Unidos ficam congelados, todos os americanos saem correndo pro México e são barrados na fronteira (o que não deixa de ser engraçado), enquanto que aqui no Rio faz um friozinho gostoso, tipo de ligar a lareira, ou então fazer um boneco de neve na Praia de Botafogo. Uma coisa assim bem divertida antes de tudo ir pelos ares, entende?

Enquanto isso, ar condicionado. Muito. No máximo. Frio o suficiente para que eu use vários cobertores à noite.

1 comment:

Baxt said...

Escrevi sobre isso também hoje. Zeitgeist, sabe como é, né...