Thursday, April 27, 2006

Quem entrou no meu Orkut

Engraçada essa história de agora aparecer o nome de quem andou bisbilhotando a sua página do Orkut. Uns dias depois da mudança de configuração me deparo com a listinha de visitantes. Todos ok, amigos e tal, até que - tchanan - surge um nome estranho. Quer dizer, estranho no sentido de não fazer parte do meu círculo social internético, mas conhecido por se tratar da ex-namorada do meu namorado. Peraí, o que a ex-namorada do Ninja anda fazendo por aqui? Ninja e eu rimos da curiosidade da outra e a história se deu por encerrada (se bem que não jogo a primeira pedra, já que eu mesma me envenenei com a falta de privacidade da rede).

Na era pré-ninjal, quando eu tinha um namoradinho tralálá, cismava de passar, de cinco em cinco minutos, no scrapbook do rapaz. Resultado: chegou o dia em que vi uma mensagem sensual de uma amiga vitaminada (era assim que ela se descrevia). Fiquei brabíssima, briguei com o namoradinho tralálá e decidi me matar no Orkut. Foram meses sem participar de comunidades péla sacas e de trocar mensagens sem sentido. Não senti falta.

Depois voltei. Voltei porque o próprio Ninja queria que eu voltasse, convidando para uma comunidade chamada "Eu sou foda", e como na época essa era uma piada interna nossa, aceitei a oferta. O fato é que eu acabei nunca fazendo parte do grupo de pessoas foda, mas ao mesmo tempo passei a usar o meu Orkut como agenda de endereços on line. Deu certo, mas volta e meia vejo que aquilo ali já deu o que tinha que dar, que perdeu a graça pra quem já conhece de cor e salteado tudo o que vai acontecer na tal 'rede de relacionamentos'. Pode ser um papo blasé, mas é que eu sou megablasé de vez em quando mesmo. Fazer o quê.

paralelamente, fui apresentado a um documentário bacaninha do diretor David Chapelle. Chama-se Rize, e fala de movimentos de streetdance que dominaram LA. Obviamente, o filme não foi lanlçado no Brasil, mas pra quem gosta de cinema e música e dança, vale baixar na internet. Afinal, essa rede serve pra isso, né. Mais do que para ficar procurando recadinho em páginas de adolescente.

Tuesday, April 25, 2006

Monday, April 24, 2006

A busca da perfeição

Sempre que eu penso em perfeccionismo, lembro de seleção de empresas feita pelo RH. É porque esta se tornou uma resposta clássica para a pergunta: "Qual é o seu maior defeito?" Responder que a busca da perfeição é o maior problema que você tem na vida pode ser interpretado, por alguns aspirantes desesperados a cargos e salários fixos, como um defeito positivo, por mais paradoxo que isso pareça. Só que, para as pessoas verdadeiramente perfeccionistas, essa característica não tem nada de valioso. Ao contrário, é um puta de um sufoco.

Eu sou uma pessoa perfeccionista. Nada do que eu faço está à altura de como eu gostaria que estivesse feito. A busca da perfeição é uma busca perdida, visto que perfeição não existe. Os perfeccionistas estão fadados ao fracasso.

Não é só no trabalho que essa história de desapontamento acontece. Nas minhas relações pessoais eu estou sempre pensando que deveria ter agido diferente. Cansa demais ser perfeita e, com isso, os acessos de mau humor são ainda mais freqüentes, já que todas as minhas ações são altamente criticadas.... por mim mesma. Ser perfeccionista é nunca estar plenamente satisfeito com nada.

Nas minhas andanças por aí, venho combatendo milhões de defeitos, mas nunca pensei em combater o perfeccionismo. Não houve momento algum que eu tenha pensado 'fiz tudo o que podia fazer'. Há sempre um porém, um 'e se', que fica me atormentando na parte de dentro dos ouvidos.

Os aspirantes a cargos deveriam saber que, na hora de listar um defeito, é melhor confessar que fala muito, ou que tem mau humor de manhã, do que mencionar a procura pelo totalmente correto. A não ser, é claro, que eles sejam tão chatos e enfadonhos quanto eu, nesse aspecto. Coitadinhos.

Tuesday, April 04, 2006

Heading to Floripa no madrugadão da Gol

Três horas da manhã todo mundo sabe onde me encontrar: de malas prontas e olheiras mais profundas do que nunca no saguão do aeroporto internacional Tom Jobim. Estou tão satisfeita em deixar o Rio de Janeiro por uns diazinhos que até cortei os cabelos, fiz as unhas e comprei um corretivo para esconder a mancha preta embaixo dos olhos. Aliás, o investimento na cosmética foi tanto que cheguei ao trabalho como se tivesse acabado de sair do quadro Transformação da Xuxa: de escova, maquiagem e esmalte rosa. Ui ui ui.
(Obviamente, virei atração na minha sala durante uns cinco minutos. Depois esqueceram de mim)

É que eu amo o Rio, tudo bem, mas há tanto tempo não faço uma viagenzinha assim legal, pra praias diferentes e gente que eu nunca vi na vida... A última foi em outubro de 2002, quando eu e Bagunceira fomos tocar o terror em Jericoacoara. A primeira e única viagem de férias remuneradas da minha vida! Logo depois entrei para a vida de frila e, portanto, das férias por sua conta e risco.

E agora, em outro esquema, piso em Floripa pela terceira vez com clima de primeira. Explico: na minha estréia na capital catarinense fazia um frio de dar dó, em pleno julho, e ainda por cima foi uma viagem a trabalho. Na segunda passagem pela ilha fui de Ninja a tiracolo, que é avesso a praias. E agora vou com o Ninja de novo, mas com a esperança de que, dessa vez, eu dê um passeiozinho ali pela Joaquina... Ou praia Mole... Ou qualquer lugar onde ele tiver paciência de me levar.

Mas a animação toda vem da possibilidade de passar um fim de semana off jogação no RJ. E eu ando deveras ansiosa por entregar os presentes de aniversário que comprei pro Ninja. É essa mania que eu tenho de comprar presentes e ficar mais animada que o presenteado, a ponto de me frustrar quando a reação não chega à minha expectativa.

Por essas e por outras, cheers to Floripa.

Monday, April 03, 2006

Fim de semana de bocas livre

Sou uma pessoa que gosta de bocas livre, não importa aonde sejam. Pintou uma festa no caixa prego, se alguém me garante que tem Red Label de verdade a rodo, estou eu lá, de copinho na mão. Sei que é um meio de agir suburbano/carioca/duro, mas sinceramente não estou muito preocupada. As bocas livre são raras, e é bom usufruir dos contatos dos amigos, de vez em quando.

A primeira parte do regabofe foi no encerramento da exposição do Carlito Carvalhosa no MAM. Uma baiana do Paraguai recebia os visitantes do museu com um delicioso mini acarajé, cocadas brancas e skol gelada. Comi cinco acarajés e perdi a conta das cocadas. Lui, amiga que trouxe à tona o programa, falou baixinho "hoje não pretendo nem almoçar". Ok, vamos nessa, afinal de contas é assim que se faz quando nos é oferecido acarajé no 0800. A gente se esbalda.

E já que eu estava lá, passei na expo do Lichtenstein. É legal o cara, né? Só que tem uma coisa que sempre me decepciona nas mostras de grandes pintores que são trazidas ao Brasil. É que eu fico esperando ver aqueles quadros mais famosos, ou mega pinturas de paredes inteiras, como as que são vistas no Louvre e no Metropolitan, e nunca é do jeito que eu havia imaginado. Pois então, essa exposição do Lichtenstein é muito mais sobre estudos do que sobre quadros... E daí chega uma hora que cansa, por mais genial que o artista seja, entende?

Depois da encher a pança pornograficamente, rumei ao Leblon para largar a Lui. Passamos por um prédio em ruínas na beira da praia que parecia abrigar uma festinha de modernos. A Lui comentou que recebeu convite pro tal do evento e a gente resolveu entrar só pra ver o que era - porém receosos do público estilo juventude dourada da zona sul que dominava o lugar.

O tal prédio em ruínas e com iluminação moderna abrigava a exposição de um Marcelo Rocha. O nome da expo era "Como filosofar com o martelo", título tirado de um livro de Nietzche, como eu descobri no Google (ah, o que é o Google para pessoas sem cultura, hein? Dá até pra enganar). Esse Marcelo aí tem dinheiro a dar com o pau. Só assim posso explicar aquele bando de obras penduradas na parede, mostrando telas perfuradas por arma de fogo e atropeladas, com marcas de pneus, sendo exibidas com pompa e circunstância em endereço nobre carioca. Aquilo é uma porcaria, muito ruim mesmo. Corremos os olhos pelos três andares do prédio (de quem será o prédio, meu deus? A locação não pode ser barata...) e chegamos ao terraço. Ai, graças ao padroeiro da boca livre, tinha ali na minha frente um open bar. Me passa então uma caipirinha de morango com absolut que assim eu fico mais calma.

Foi bom, mas não o suficiente pra aguentar por muito tempo o climinha de "estamos curtindo uma festa legal, de gente interessante, artistas, saca?" que dominava o público do prédio. Engolimos nossos drinks e saímos correndo antes que começasse a performance de Marcelo Rocha, que consistia em quebrar um monte de quadros sem valor. Sabe como é, performance é jogo baixo. Nem com um milhão de garrafas de Absolut de graça eu ficaria pra assistir. Eu ainda me amo.