Friday, May 30, 2008

Tudo se encontra na capital

Devo admitir que São Paulo tem uma carcaterística que me seduz quase que completamente: a diversidade cultural. Qualquer tipo de comida, artesanato, música, arte, teatro e filme produzidos em qualquer canto do Brasil pode ser encotrado em Sampa. E eu, que já andei por muitos cantos brasileiros e acabei me apegando por manias regionais, gosto de saber que logo ali tem um gostinho do Rio Grande do Sul, ou do Ceará, ou do Acre. Me lembra, mesmo que só um pouquinho, da época em que morei em NY e conseguia encontrar Nescau e bombons Garoto pra vender no supermercado do meu bairro. Eu achava que NY era incrível porque não era o lar de ninguém mas, ao mesmo tempo, era o que mais se aproximava de qualquer tipo de cultura situada fora de seu país natal. Em uma escala muito menor, São Paulo também é assim.

Outro dia eu estava na casa do Japanimation. Faziam uns 12 graus na rua, chovia, ventava e o edredom era o melhor lugar do mundo, quando não sei por que, me lembrei da existência da cuca. A cuca vem a ser um pão doce alemão que é muito popular no RS - principalmente na cidade de Novo Hamburgo - e que é simplesmente uma tentação divina, quase pornográfico de tão gostoso. Eu fiquei viciada em cuca de chocolate (tem de vários sabores, minha gente) quando passei uma longa temporada de trabalho nas terras gaúchas. Pronto, me ferrei: cuca só se vende no sul, e mesmo assim só no RS, porque nem Santa Catarina, nem Paraná têm o costume de produzir essa delícia. Não sei o que me deu - talvez tenha sido o frio - que fiquei com uma vontade louca de comer uma cuca de chocolate como aquelas que viraram mania em Novo Hamburgo.

Googling "cuca alemã de chocolate em São Paulo", descobri um blog que citava um supermercado gaúcho que tinha aberto filial em Sampa. E, acreditem, vendia cuca de todos os sabores.
Corremos pro supermercado, compramos mais um milhão de coisas calóricas e irresistíveis, e afundamos no edredom. São Paulo é frio e bom pra comprar comida de todos os cantos do Brasil - então vamos aderir e na segunda a gente corre atrás do prejuízo.

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