Monday, May 12, 2008

Jonathan Safran Foer

Estou na reta final do "Everything is Iluminated", livro daquele cara que eu odeio, porque é genial e tem a minha idade, Jonathan Safran Foer. O que acontece quando estou nas últimas 50 páginas de um livro é que fico absolutamente obcecada por terminar logo a leitura. Não paro de pensar no desfecho e nos personagens, fico ansiosa para poder, finalmente, sentar na cama, embaixo do cobertor, e me dedicar ao fim do romace. E depois, quando acabo, fico meio arrependida de ter ido tão rápido, porque dá um vazio e faz falta a companhia dos personagens do livro terminado.

"Everything is Iluminate" virou filme que eu, resistindo à maior de todas as curiosidades, ainda não assisti. Quero terminar o livro e só depois ver como é que ele foi adaptado ao cinema - mas confesso que existe uma constante luta interna pra não dar o braço a torcer e baixar de uma vez o longa.

E o livro está aqui na minha bolsa. Ele me olha lá do fundo e eu resisto ao impulso de abrir em uma página qualquer e ler um trecho. Ele é um livro que serve assim também, aberto ao acaso. Mesmo fora de ordem ele faz sentido, porque cada palavra escrita foi certamente bem pensada e, por isso, carrega um caminhão de significados.

Futilidades sobre Jonathan Safran Foer:

- "Extremamente alto, incrivelmente perto" foi eleito pelo Poça D'água's Voice Reader, o Oscar dos livros lançados e lidos por quem escreve esse blog, como o melhor romance publicado no século XXI
- Ele já veio ao Brasil participar da Flip e eu mosqueei e não fui lá pedir a benção.
- Como quase todo judeu americano, ele mora em Nova York. E como quase todo morador de Nova York, o que ele escreve tem muito a ver com a sua cidade (o que me faz analisar que os novaiorquinos são os cariocas dos Estados Unidos. Será?)
- Os direitos de "Extremamente.." foram vendidos para a Paramount, o que me deixa com medo, porque o livro é realmente incrível, e se o filme não for nada menos que maravilhoso, eu vou ficar muito, mas muito irritada.
- Ele mora na mesma rua que o Paul Auster.
- Ele é vegetariano (característica que me deixa um pouquinho desapontada).

5 comments:

KK said...

Bruna, sabe se existe em portugues?
Fiquei curiosa, pois li "Extremamente..." e achei incrivelmente maravilhoso tb! Lindo de chorar!
bjo KK

KK said...

Santo google! Tem em portugues sim, "Tudo se ilumina". Quero ler!!!
bjo

Massashi Hosono said...

Sobre o cara ter a sua idade... Seria pior se fosse mais novo. E a medida que vc envelhece essa sensação vai piorar.
Sobre o vegetariano... encare isso como uma realidade para os próximos anos... É melhor comer vegetais do que virar um... hehehe. Brincadeirinha :p

tatiana leão said...

eu vi o filme. fiquei com a impressão de que era um bom livro. ;)

=*

Baxt said...

Eu vi o filme, nem sei bem por que, e foi uma surpresa agradavel. Na verdade, fiquei com ele na cabeca por meses, mexeu comigo por alguma razao que eu nao sei. E olha que eu tenho uma implicancia mostra em relacao a historias que mostram judeus sofrendo (mesmo que seja um pouquinho so, no presente ou em flashback).

Mas mesmo que vc nao goste, alem do Elijah Wood, o filme tem Eugene Hutz antes de virar dah-ling da Madonna. O cara do Gogol Bordello. Eu gosto dele.