Friday, November 23, 2007

Brincadeira do Copo

Eu sempre tive medo de histórias de fantasmas e almas e possessões. Fui ver a nova versão do Exorcista no cinema e quase morri do coração. Depois, foi a vez de amarelar ao assistir um trecho de "O exorcismo de Emily Rose" na TV: na hora em que o namorado acorda e encontra a Emily toda retorcida no chão, eu tive que mudar de canal. Era isso ou não conseguir dormir à noite.

Se agora que eu sou velha eu ainda tenho medo do sobrenatural, imagina quando era mais nova. Não tinha a mínima possibilidade de participar daquelas brincadeiras com copos e tesouras que todo mundo fazia - ou falava que fazia. E, pra falar a verdade, eu nunca soube se aquilo tudo que me contavam era real ou não. Devia ser uma grande mentira que eu, menina inocente, acreditava e morria de medo.

Tinha o caso do copo que saui voando do tabuleiro e bateu na parede, depois que um espírito brincalhão ficou irritado com as perguntas da roda. Os meus amigos me explicavam que espíritos brincalhões são os mais perigosos, e que sempre devemos perguntar primeiro se a entidade quer estava ali era séria ou não. Outra pergunta necessária era saber se a brincadeira poderia parar em determinado momento, já que os espíritos não gostavam dessa história de serem entrevistados e depois dispensados sem maiores explicações. Tudo deveria ser feito com grande respeito.

Uma vez, eu e minhas amigas estávamos na casa de uma delas, em Miguel Pereira, e resolvemos conversar com um espírito através do pêndulo. O lance era parecido com a brincadeira do copo: a gente fazia uma roda e falava: "espírito, mostre o seu sim", e aí o pêndulo balançava pra um lado. Depois, só pra confirmar, a gente falava: "espírito, mostre seu não", e o pêndulo deveria balançar para o lado oposto. Enfim, nesse dia a gente perguntou se aquela era uma alma brincalhona e o pêndulo disse que sim, e imediatamente todas as meninas ficaram morrendo de medo. Pedimos então para parar com a brincadeira e tivemos a nossa vontade concedida, para alívio geral.
Pelo visto o espírito brincalhão tava sem o mínimo saco de brincar com a gente.

2 comments:

Renata Valois said...

Bruninha, fazendo uma busca pela palavra "Rivotril" encontrei seu blog...
Saudades...

Pacatá está parado e a vida muito busy. Vamos nos ver esta semana?
Bjs c/ rivs e pacatás.

wgoonie said...

Eu já brinquei muito disso! Teve uma vez que a mãe de uma amiga, que era espírita, conseguiu fazer o copo andar pra caramba sem encostar o dedo!!! Juro!!! Essa eu presenciei, até olhei embaixo da masa pra ver se não tinha um truque! Tinha uma história famosa tb de uns alunos do Santo Inácio. Diziam que eles tiveram que jogar as mochilas pela janela e ficaram horas presos na sala depois da aula porque pegaram um espírito brincalhão que fez essas exigências todas para ir embora! hahahah
E a do livro, vc lembra?